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Shopping Metrô


Na minha curva de decisão para escolher o metrô, como transporte prioritário em grandes centros, estão os seguintes quesitos: rapidez, preço, conforto e segurança. Mas em minha última incursão no metrô de recife (PE) os dois últimos quesitos da curva perderam sua representatividade em minha decisão. Como trabalho com desenvolvimento de Equipes de Vendas, estou substituindo estes quesitos pelo aprendizado. Isto mesmo, estou trocando conforto e segurança por aprendizado. Conforto e segurança no Metrô de recife, tem sido, gradativamente, substituído por um verdadeiro Shopping Popular ou, melhor dizendo, um Camelódromo, onde dezenas de empreendedores informais ajudam a superlotar os vagões, tirando a segurança e o conforto do transporte, com o fluxo ininterrupto de vendedores que empurram e estapeiam os passageiros enquanto gritam seus argumentos de vendas e as características e benefícios de seus produtos.

Adeus Conforto: nos vagões superlotados, quem não consegue um assento corre o risco de ser empurrado, levar uma cotovelada - meu caso na última viagem - ou ser atropelado pelos enormes volumes de produtos conduzidos pelos vendedores. Sem falar no barulho infernal dos slogans de vendas sendo vociferados a plenos pulmões.

Adeus Segurança: os malandros, vândalos e descuidistas estão se aproveitando do caos instalado para praticar todos os tipos de furtos, assaltos e vandalismos.

Bem-vindo Aprendizado: pela quantidade e variedade de produtos e tipos de vendedores o Shopping Metrô se transformou num laboratório para compreender o processo de vendas sob pressão. Pressão das condições de trabalho; pressão da fiscalização que pode, a qualquer momento, apreender todos os produtos. Mas é exatamente esta pressão que torna o Metrô um Laboratório de Vendas; é por ela que os mais variados tipos de vendedores aparecem no pedaço. tipo assim, tipo tipo é o que não falta!

Para fazer um paralelo com pontos de vendas formais, selecionei quatro tipos de vendedores o Vendedor Preço; o Vendedor Informação; o Vendedor Stand Up e o Vendedor Megafone. Dentre todos os tipos, selecionei estes quatro por uma razão: eles existem, também, em grande parte dos pontos de vendas de todos os segmentos do varejo. Vamos conhecer estes tipos?

O Vendedor Preço: onde quer que esteja, seja no Metrô, na rua ou em uma loja, este vendedor atende perfeitamente a um tipo de consumidor aquele que tem no preço a razão maior para tomar uma decisão de compra. Vendedor e Consumidor Preço se entendem muito bem. a transação acontece com uma simples troca de olhar: um olhar no Preço do produto e outro olhar no dinheiro do cliente. Mas se o cliente quiser saber alguma coisa sobre o produto, será melhor perguntar a outra pessoa, se não quiser receber uma resposta evasiva ou sem sentido, pois o Vendedor Preço está interessado, apenas, na troca do produto pelo dinheiro, nada mais, nada além.

O Vendedor Informação: se você estiver em pé, será melhor sentar e esperar... Este tipo de vendedor torna real o dito popular que diz: fala mais que o homem da cobra. Fala mesmo. O Vendedor Informação descreve seu produto nos mínimos detalhes, mesmo que o cliente já conheça o produto: ele não sabe fazer outra coisa a não ser despejar sobre os clientes uma enxurrada de informações a cerca do seu produto. Muitas vezes o cliente compra o produto ó para se ver live dessa ladainha enfadonha. Agora, quer deixar o Vendedor Informação sem palavras? Peça uma comparação entre o seu produto e o produto de um concorrente. Pronto. Adeus ladainha; adeus Vendedor; adeus Venda!

O Vendedor Stand Up: Este vendedor é literalmente uma graça. Pelo menos é isso que ele acredita. Ele traz na ponta da língua um enorme repertório de piadas e ditos jocosos ou de duplo sentido que aplica na apresentação dos seus produtos e na busca de atenção dos clientes. São, em seus sonhos, comediantes fazendo um bico de vendedor enquanto a grande chance não chega. O pior aspécto desse tipo de vendedor é que ele não se constrange em constranger a quem quer que seja. Se alguém se incomoda com sua abordagem inoportuna é porque tem algo de errado, pois ele só está fazendo o seu trabalho, tentando ganhar o pão de cada dia como profissional de vendas que, em verdade, não vende nada: só faz encher, ainda mais, o... Metrô!

O Vendedor Megafone: este tipo é uma tortura ambulante e subdivide-se em dois subtipos Eletrônicos e Orgânicos. Os Eletrônicos apresentam-se munidos de mídia e caixa de som ou megafone, para repetir mecânica e ininterruptamente, seus slogans de vendas. Os orgânicos fazem o mesmo, mas sem a ajuda dos gadgets analógicos e digitais, mo que os torna muitas vezes mais chatos pois as vozes e os tons são muito mais desagradáveis. Estes tipos de vendedores não funcionam sem os seus instrumentos de repetição ou tortura; são como britadeiras: sem eles não cumprem seus objetivos: não vendem nada!

Preços, Informações Stand Ups e Megafones têm algo em comum: são avessos a relacionamentos. Fazem vendas de ocasião sem compromisso com a qualidade no Atendimento ao Cliente. Na verdade, eles não vendem, os Clientes é que compram, de acordo com suas necessidades momentâneas, como comprariam de Máquinas de Vendas (Vendor Machine). Estas são, em primeira e última instância, minhas sugestões para solucionar a perda de segurança e conforto no Metrô de Recife com o ordenamento do processo de vendas de todos os produtos comercializados em suas dependências. O Vendedores poderiam ser aproveitados em outras atividades, tais como repositores e na manutenção das Máquinas. #FicaaDica #QuemViverVerá.


Vital Sousa
integrum Consultoria

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De início, a resposta à pergunta que, acreditamos, surgirá no momento inicial de nossa apresentação: do Consumidor à Indústria, os Benefícios Sistêmicos da maior Interação da Cadeia de Suprimento do Varejo Alimentar.
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