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Pensar 3-D: Simplificar é Inovar





“Penso, logo existo.” (Descartes). Existe alguém que diz que pensa que não conheça esta frase? Penso que não, logo não estou sozinho quando abandono o “achismo” e cogito pensar. Acredito que pensar é contagioso e vicia, ou melhor, torna-se um hábito e hábitos formam a cultura.



A Cultura que queremos discutir neste momento é a Cultura Organizacional que podemos definir como sendo um conjunto de Valores, Crenças, Rituais e Normas adotadas por uma Empresa.



Vivemos, sem dúvidas, momentos difíceis. Crise é a palavra que está no pensamento de todos e nos meios de comunicação de massa: a chamada “mídia”. Então, já que somos seres pensantes, devemos avaliar o que e como estamos pensando. Em tempos assim, pensar não é só pensar: é preciso pensar diferente; fora da caixa; de forma sistêmica; como apregoamos, Pensar em 3-D: Diariamente, Demonstrável e Diferente. Todas essas forma de pensar caracterizam a Filosofia, isto é: pensar é filosofar! Eita Lasqueira! Este artigo não era para falar de simplificação? Sim! E a primeira coisa que vamos simplificar é o termo “filosofia” que parece algo que está nas nuvens; fora do contexto empresarial, onde predominam a rigidez de Valores e Normas. #SóQueNão.

Segundo o Filósofo Mário Sérgio Cortella, “A filosofia é um pensar crítico voltado para a indagação dos porquês”. Com esta definição fica fácil entender a importância da filosofia, que a partir deste ponto chamaremos de Pensamento Crítico, no complexo mundo empresarial. No momento onde as velhas práticas não trazem os resultados esperados, é preciso abandonar o automatismo da “linha de montagem” e questionar os processos para promover a criatividade e a inovação. Há no momento, inclusive no Brasil, uma “onda” de pensamento onde Empresas e Líderes estão “surfando” para introduzir o Pensamento Crítico (Filosofia) no dia-a-dia de gestores e seus colaboradores para que seja ultrapassada a barreira da “zona de conforto” e dos pensamentos robóticos, tornando viável o processo de inovar. Dependendo da sua aplicação, o conceito de inovação é bastante diversificado. Vamos compreender, no nosso contexto, a inovação como a identificação e exploração, com sucesso, de novas ideias. Vamos compreender o sucesso como um significativo impacto positivo nos resultados de uma Empresa, seja quais forem os seus itens de controle: faturamento, distribuição, lucro, novos produtos, novos mercados, etc.

Acredito que neste ponto já será perceptível que sem os recursos do Pensamento Crítico as Empresas estariam andando em círculos, onde predominam a mesmice, e jamais encontrariam o caminho para sair do labirinto da Crise. Destaque-se, também, que em tempos onde a inovação é a moeda mais valorizada no mercado, o Pensamento Crítico adquire importância estratégica, porque promove um novo olhar sobre o trabalho e suas relações com o mercado e faz com que executivos busquem nestes recursos uma forma de pensar diferente ou “fora da caixa” para usar uma expressão da moda.

Queremos contribuir com este esforço de inovação; de pensar diferente; apresentando a nossa forma de pensar. A forma como indagamos os “porquês”, fundamentada em três “dimensões”. O Pensar 3-D, prioriza a adoção de três Atitudes para desenvolver a Simplicidade e “viralizar” a Criatividade em nossa organização e no nosso entorno mercadológico: Desacelerar, Desfocar e Descolar.

1 – Desacelerar a entrada de informações, porque sua capacidade de armazenar e processar são limitadas pelo tempo-espaço, Assim como um computador, sua cabeça pode travar e dela não sair mais nada de novo. Precisamos simplificar o binômio espaço-tempo para dar fluxo contínuo ao processamento de todas as informações importantes e necessárias, solucionando o paradoxo excesso de informações x escassez de tempo. É preciso priorizar a entrada de informações para que as escolhas e decisões não sejam afetadas nem pelo excesso, nem pela escassez. É preciso transformar informações em conhecimento útil para a Empresa e para as pessoas. Por outro lado, é preciso definir que tarefas são essenciais para garantir o fluxo de transformação de dados em conhecimento; é preciso garantir que atividades supérfluas não provoquem um congestionamento e a consequente perda de tempo.

No que diz respeito a Desacelerar uma citação é emblemática: “O urgente, geralmente, atenta contra o necessário” (Mao Tse-Tung).

2 – Desfocar. Neste momento quero propor um teste: pesquise no Google a palavra “crise” e veja quantos resultados vai obter. Acredito que centenas de milhares, milhões, oriundos de todos os tipos de publicações na web e na mídia tradicional: manchetes, títulos de artigos, reportagens, notícias, vídeos e livros que oferecem soluções mágicas para vencer a crise e muito mais. A crise está se tornando um grande negócio para alguns. A pergunta que devemos fazer neste momento é: a quem interessa esta situação? O primeiro ponto que devemos ter em mente é que a mídia é “orientada” por parâmetros ideológicos de cada emissão de comunicação: ela não é uma “verdade absoluta”.

Todo esse volume de informações gera um pessimismo que é, muitas vezes, a causa da imobilidade, da incapacidade de criar; de encontrar uma saída do labirinto; finalmente, de inovar. Para não cair no “robotismo” e focar na Crise, nos problemas, vamos acatar o conselho de Jorge Paulo Lemman, um dos homens mais bem-sucedidos da atualidade, que diz que “prefere ser otimista, porque não conhece muitos pessimistas bem-sucedidos”. Neste momento propomos o Pensamento Crítico ou, mais precisamente, o Otimismo Crítico para enxergar as possibilidades de soluções para a crise, para inovar, sem esquecer as dificuldades. Isso significa que podemos escolher como queremos nos relacionar com o mundo. Desfoque da Crise, dos problemas e olhe, com outros olhos, com Otimismo Crítico as possibilidades à sua volta.

3 – Descolar. Pior que o pessimismo é a rigidez de Crenças em processos imutáveis, em paradigmas. “A mudança é a lei da vida. Aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente serão esquecidos no futuro”, já dizia o saudoso John Kennedy, portanto descole-se da rigidez, seja flexível, seja "descolado".

Se precisamos sobreviver à crise, para termos um futuro, é preciso aprender a conviver com novos Valores. Em tempos de Engajamento é preciso ser mais criterioso, não rígido, na adoção de Crenças e Valores, pois eles não são imutáveis ou atemporais e devem ser considerados nos seus devidos contextos. Antes de estabelecer que valores pretendem defender as Empresas precisam estar certos que poderão e irão praticá-los, pois caso contrário, serão consideradas hipócritas e não confiáveis. Sua comunicação não passará de Propaganda Enganosa. Além de crenças e valores é preciso considerar o outro lado da Cultura Organizacional que se refere a Normas e Processos. É preciso desburocratizar, flexibilizar e modernizar a Empresa, a partir do seu Planejamento Estratégico que não pode, jamais, seu uma “cláusula pétrea” na constituição da Empresa. Considere-o flexível e atualizável, sujeito às mudanças à medida que cada etapa for implantada. Pense no seu negócio como uma árvore. O planejamento deve refletir cada etapa do seu desenvolvimento. Do plantio até a colheita e a eventual morte – quando você terá de dar destino à madeira: seja como lenha ou carvão. Mas, acima de tudo, lembre-se: você tem outras sementes em sua cabeça. Seja “descolado” cabeção!

Um elemento une estas três atitudes: o discernimento que definimos como a aptidão para avaliar algo com sensatez e clareza; capacidade para perceber a diferença entre o certo e o errado; destreza para entender algo com grande facilidade; capacidade de discernir, de distinguir com clareza, de compreender.

Para finalizar, vamos passar a palavra para alguém que compreendeu, sem sobra de dúvidas, a importância do Pensamento Crítico, de pensar além do significado nu e cru dos números: “A mente que se abre para uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”. (Albert Einstein)... Fiz-me compreender Cabeção?!


Vital Sousa
VTL Marketing & Vendas

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