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Mostrando postagens de Maio, 2015

Viajando com o Inimigo

“Quando vires um homem bom Tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo.” [Confúcio] Desde o início do planejamento para o Rally M+is – Transamazônica, a ideia de viajar de carona me pareceu uma solução óbvia para reduzir os custos da viagem, da mesma forma que eram óbvias as implicações e risco “bilateral”. Certamente eu não ia contar com algum aplicativo de caronas ou mesmo uma central de informações ou, ainda, agenciamento das disponibilidades desta modalidade de transporte alternativo. Dar carona é um ato de fé; de crença na bondade do ser humano. É, sem sombra de dúvida, uma entrega de confiança mútua: os riscos estão dos dois lados da boleia. Tenho plena consciência disso pois sempre fui adepto da carona: sempre dei ou peguei carona desde a época de adolescente. Outro fator que sempre tive consciência era do fato de que se de um lado existe a solidariedade, do outro lado existe a desconfiança e a falsa percepção de que todo carona é um marg

Gênesis 3.0

No início era o pensamento: lógico, coerente, concreto. O pensamento se fez palavra, mas a palavra era pouco para traduzir o pensamento. O pensamento era, por si só, plural, sistêmico, lógico, coerente, concreto. Assim, a palavra se fez atitude: criativa, revolucionária, engajada, sustentável, mas a atitude, ainda, era pouco; o pensamento agora era lógico, coerente, concreto, plural, sistêmico, criativo, revolucionário, engajado, sustentável, mas, ainda, era só pensamento. Assim, a atitude se fez ação: traduziu-se em fatos e dados históricos, transformou-se em atividades e processos e finalmente o pensamento tirou o tempo de sua inércia. A cada fração de tempo, milhares de percepções sensoriais – tudo o que vemos e sentimos – tornam-se conscientes, transformando-se em pensamentos e iniciando o processo de formação de nossas emoções e sentimentos acerca dessas percepções, que serão convertidas, em última instância em atitudes, pois naturalmente, tendemos a reagir. Um ciclo único

A Praça é do Povo

Imagem: Blog Voz da Mata Norte A internet simplesmente não perdoa, ou seria o Whatsapp, ou em primeira instancia a “boca do Povo”? Independente do meio de comunicação, nos dias atuais, é impossível para uma agência de publicidade, poder se dar ao luxo de afirmar categoricamente que uma intervenção é “matadora”! Mesmo que tenha utilizado os seus melhores criativos, ter feito a melhor pesquisa, pois o que realmente importa é como as pessoas vão perceber e receber a mensagem. Nem sempre o que imaginamos acontece. Na grande maioria das vezes, o resultado é bem diferente do proposto; a percepção é bem diferente da mensagem.  Muitas vezes, um tremendo fracasso acontece, simplesmente, porque “alguém acreditou que iria dar certo”. Um bom exemplo disso é a “Praça do Frango”. Ou seria o “Relógio do Frango”? A dúvida que antecede a definição do caso é o que seria exatamente a intervenção criada na “Praça do Povo”. É um “Relógio com Publicidade” ou é uma “Publicidade com Relógio”. A

Quixotes

“Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar.” [Sun Tzu] - Devemos escolher nossas lutas, por uma batalha, nos quedarmos vencidos, enquanto reorganizamos nossas forças para uma nova carga? - Sim, sim... Dez mil vezes sim! A única luta da qual não podemos e não devemos fugir, é a luta contra nós mesmos: contra o Golias que há em cada um de nós, escondido atrás das desculpas, dos eufemismos, dos paradigmas, das falsas percepções e convicções. Das armadilhas que construímos para justificar nossa impotência diante dos obstáculos. Nosso “batismo de fogo” sempre será, independente de que momento nas nossas vidas: infância, juventude, maturidade, contra a ignorância do Golias que habita em nós. A exata percepção de quem somos, nossa autocrítica realista, nos dará a exata medida para avaliarmos quem estará ao nosso lado em todas as lutas e permitirá que não sejamos eleitos, apenas, por sabermos manejar uma “funda”. - Sim, devemos escolher as nossas lutas

Selva!!!

Dia 13 – O Dia dos Dias O dia começou cedo: 01:30 já era manhã... O caminhão, um Mercedes Benz L – 1313, que me levaria à Lábrea, chegou de Porto Velho. Conforme combinado com o ajudante, para “pagar” a carona – gentileza gera gentileza - fiz as vezes de chapa no transbordo da mercadoria para o caminhão do Supermercado de Lábrea. Frutas, legumes, laticínios, frios e embutidos: o calor da noite e do esforço era amenizado pela refrigeração dos produtos. Com o adiantado da hora, não era prudente seguir viagem. Mais um sinal da conspiração do Universo: viajar no escuro da madrugada na amazônica é um risco que eu não queria, nem poderia correr. Outra razão: não conseguiríamos atravessar o Rio Mucuí sem a luz do dia: lá a energia é proveniente de um gerador que é desligado às 22:00. Além disso, ainda havia mercadorias para carregar no caminhão quando o dia clareasse e pessoas “normais” iniciassem o seu trabalho. Às quatro horas da manhã eu já estava de pé. Arrumado para partir.

Primeiro Aniversário - TOP 5 Realizações

Completando um ano na estrada, é hora de fazer um balanço de nossas atividades e selecionar nossas principais realizações para a concretização de um sonho. TOP 1/5 Realizações: 01-Mai-2014: inicia-se a contagem regressiva para trocarmos 50 anos de experiências e vivências por 05 de ações afirmativas em direção da realização de nossa última meta profissional: a consolidação do i2 – instituto integrum como uma Organização referência em promoção da Cidadania. Tenho plena convicção que aos olhos da grande maioria das pessoas que conheço, esse projeto é uma loucura, aliás, minha maior loucura. Nessa altura do campeonato da vida, essa opinião não faz a menor diferença nos meus planos. Apenas me faz lembrar de uma música do Ney Matogrosso... “... Eu juro que é melhor Não ser o normal Se eu posso pensar que Deus sou eu Sim sou muito louco, não vou me curar Já não sou o único que encontrou a paz Mais louco é quem me diz E não é feliz Eu sou feliz.” TOP 2