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Spunch Plakt Zuum



Nos tempos da faculdade de Marketing, comprei briga com o Professor da Disciplina de Comportamento do Consumidor. A discussão tinha como objeto a Propaganda das Redes de Fast Food ou “Junk Food” como preferem / dizem alguns.

Minha posição era, e continua sendo, a defesa da livre expressão e da educação para esclarecer consumidores sobre eventuais danos pelo consumo de algum produto. O Professor defendia, intransigentemente, a proibição da venda desses alimentos para crianças e adolescentes, principalmente com comunicação voltada especificamente para eles. Descobri depois suas razões pessoais: uma filha que nascera com problemas no fígado e não podia comer gordura de espécie alguma.

Tema infantil é o que não falta na comunicação de Cadeias de Fast Food; os danos à saúde já são comprovados; a polêmica continua e minha opinião também. Claro que entendo a posição pessoal do Professor, mas não posso defender uma posição baseada na censura da livre expressão e dos direitos universais à livre escolha.




Anos e muitas polêmicas depois, na última semana do ano, volto a avaliar esta discussão com um produto que vem fazendo “barulho” em todos os sentidos. Estou falando da Spunch, produto da Cereser que desde 2011, vem provocando reações adversas dos pais e crianças.

Para dar uma contextualizada no tema vamos repetir trechos de notícias nos periódicos nacionais:

“A Cereser começou a colocar nas prateleiras dos supermercados, pelo terceiro ano consecutivo, uma bebida para crianças que vem em garrafas idênticas às de champanhe, revestida com personagens do imaginário infantil. O produto, batizado de Spunch, faz espuma como o champanhe, mas não tem álcool. Apesar de ser descrito pela empresa como um inocente suco gaseificado (??) para a garotada brindar momentos especiais (??), está na mira da Defensoria Pública do Estado de São Paulo desde 2011.” Fonte: Estadão.com.br, 2013.

“A embalagem traz desenhos de personagens que atraem a atenção da garotada, como Princesas, Carros e Mickey. O gosto é de morango e não contém álcool. Mas o formato é idêntico ao dos espumantes, inclusive a rolha.

Lançado pela Cereser, em parceria com a Disney, o "spunch" — bebida gaseificada — gera polêmica entre gente grande. Em São Paulo, a Defensoria Pública pediu à empresa que recolhesse a mercadoria. No Rio, ela fica exposta entre as de teor alcoólico, num supermercado da Zona Norte.” Fonte: Extra.Globo.com, 2012.

No caso do Fast Food, temos um produto cujas características são vistas e bem visíveis para todos. Seus ingredientes e efeitos são de domínio público. Minha opinião, repito, continua a mesma. Mas o que dizer de um produto que se “disfarça” de outro. No meu tempo de faculdade diria que é um produto “parece, mas não é”. Neste caso, especificamente neste caso, revejo minha opinião para ampliar o viés da educação e do esclarecimento, bem como defender algumas modificações na embalagem e exposição do produto.

Concordo que a Cereser tenha o direito de criar o seu público, incentivar o consumo dos seus produtos. Isso atende a necessidade de evolução e sustentabilidade do negócio.

Discordo da forma. Recentemente vimos a proibição de produção e vendas de produtos que imitam cigarros. Penso que no caso da Spunch o princípio da isonomia deveria ser aplicado, pelo menos para criar modificações na embalagem do produto bem como regras de exposição. Se é um suco gaseificado, como diz a Cereser, deveria ser exposta com outras bebidas não alcoólicas e não ao lado de Espumantes como vem acontecendo na maioria dos Pontos de Vendas.


O Ponto culminante desta discussão é que toda cadeia de suprimento do produto deveria ser responsabilizada para EDUCAR e ESCLARECER o consumidor sobre este produto que “PARECE, MAS NÃO É”.


Vital Sousa
integrum Consultoria

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