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Crônica de um "Clienticídio" Anunciado


Sábado à tarde, passeando com minha esposa, quando começa a se apoderar dos meus pensamentos uma vontade louca de tomar café - mais precisamente uma “Média com Pão e Manteiga”: costume adquirido em minhas andanças pelo Reino dos Bandeirantes. Rapidamente ligo meu GPS natural para lembrar onde posso satisfazer esse desejo. Lembro uma cafeteria com nome bem sugestivo, que manterei em sigilo por motivos óbvios, que me remete aos sonhos... Sonhos de uma Média “que não seja requentada”!

Façamos uma pausa para explicar minha posição na cadeia alimentar: sou declaradamente viciado em café; consumidor assíduo dessa bebida e consultor de varejo. Atendimento, entre outras, é uma de minhas atividades mais frequentes na área de Desenvolvimento Humano. Por todos esses requisitos, me considero um “chato de galocha”.

Naturalmente, um crítico exigente, tão crítico e exigente quanto o Anto Ego (Ratatouille), porque mereço e exijo um atendimento adequado, afinal sou o cliente, afinal pago os salários de todos, em todos os estabelecimentos sejam públicos ou privados. Em minha defesa, declaro que costumo, disfarçadamente, orientar os atendentes para que prestem um atendimento minimamente aceitável.

Agora vamos ao “causo”: um “causo” de péssimo atendimento, um verdadeiro “clienticídio”...

Chegamos à dita cuja cafeteria, e iniciamos a busca por uma mesa desocupada, quando encontramos, ainda estava suja com os restos do lanche de outro cliente. Fincamos os pés próximos da mesa para “guardar o lugar” e esperamos um pouco para ver se aparecia algum atendente para limpar a mesa e nos recepcionar... ... ... 5 minutos... ... ... 10 minutos!!! Nada aconteceu!!! Diante da inércia dos atendentes que nos olhavam como se fossemos ET’s, tomei a iniciativa de transferir os restos mortais do lanche anterior para outra mesa que havia desocupado. Neste momento aparece uma garçonete que para concluir o meu serviço, pega a toalha da mesa por duas das pontas e balança no ar para jogar o restante das sujidades... ... ... “na chon”!!!

Neste momento anunciava-se o desastre. A atitude da garçonete lembrou o conhecido truque da Toalha de Mesa, que é mais engraçado quando dá errado. Neste momento a atitude aconselhável seria dar meia volta e procurar outro estabelecimento, mas... “virgem santa, que a vontade era tanta, que vontade que eu tinha”. E assim nos colocamos à disposição do nosso destino.

Descrever passo-a-passo este atendimento seria uma tortura, então, vamos, apenas, descrever como os produtos foram servidos e o caro leitor irá imaginar a forma como foram servidos.
- Pela primeira vez na vida vi uma garrafa de água mineral com a validade vencida;
- O café “expresso”, mais pela rapidez, com que foi tirado, do que pela tradução do italiano “espresso”, estava fraco, morno e ressaltava o gosto do leite em pó;
- O pãozinho foi tão achatado na chapa que mais parecia à pele de algum animal;
- No açucareiro tinha um festival de moscas...

As caras de poucos amigos dos atendentes não me deixaram esboçar qualquer reclamação. Sinceramente temi receber alguma reclamação por ter aparecido no local para atrapalhar o “descanso” deles. Finalmente a ficha caiu: eu estava no lugar errado e na hora errada.

Não tomei a minha média, o desejo passou, paguei a conta, recebi o troco errado, mas sobrevivi como consumidor para outra experiência. Naquele momento a cafeteria perdeu um cliente, na verdade cometeu um “clienticídio”!

Mais esperta foi minha esposa que preferiu tomar um suco em outra lanchonete!


Vital Sousa
Consultor de Negócios
VTL Marketing

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