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Expertise



Eis mais um termo da moda no mundo corporativo. É cada vez mais comum ouvirmos alguém fazendo uso desta palavra para apresentar suas qualificações. Para aqueles que não estão familiarizados com o termo, recomendo uma rápida pesquisa no Google. A última que fiz, trouxe aproximadamente 460.000.000 resultados. Achou muito? Talvez você precise ser um ‘expert’ para fazer uma ‘peneira’ e encontrar o significado deste prodígio de popularidade.

Bem, não serei fominha e revelarei o resultado final da minha pesquisa, para contribuir com menos embaraços para quem ainda não descobriu o que é expertise. Imaginem se essa questão faz parte de uma entrevista de emprego… 

Expertise é uma palavra originária da língua francesa, absorvida mais tarde pelo inglês, que significa a perícia, habilidade e destreza apresentadas por um indivíduo na realização de um conjunto de atividades. O termo expert, inclusive, é derivado de expertise. É o Conhecimento que se adquire pelo estudo, experiência e prática; e a capacidade de aplicar o que foi aprendido de forma adequada às solicitações requeridas pela função exercida. É a busca incessante por novas aprendizagens, o autodesenvolvimento e a socialização do conhecimento no meio em que se vive.

Costumo resumir esta definição em alguns versos de Gonzaguinha, que uso em uma dinâmica de encerramento de nossos Work Shops:

“Viver...
e não ter a vergonha de ser feliz,
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um Eterno Aprendiz..."

Esclarecido o significado, vem a pergunta: qual a sua expertise? O investimento nela será decisivo para sua carreira.

Em primeiro lugar é preciso ter uma autocrítica bastante equilibrada para responder de forma lúcida. Não convém exagerar para mais, nem para menos. Há pessoas que minimizam sua expertise, passando uma imagem de modéstia excessiva, o que pode ser (mal) interpretado como um sinal de pouca autoconfiança e baixa auto-estima. Para alguns tipos de trabalho, sobretudo os que envolvem funções de liderança, isso pode significar o fim da linha para as pretensões do candidato.

Há também o caso daqueles que “fantasiam”, querendo mostrar uma expertise bem maior do que realmente têm. Este caminho também não levará a lugar nenhum, já que os processos de seleção tendem a utilizar maciçamente modelos de simulação e dinâmicas de grupo. Isso significa que o “mascarado” rapidamente irá mostrar sua verdadeira face, bem diferente daquela que foi mostrada no início.

Não há milagre nessa área. Expertise se adquire percorrendo duas estradas que se desenvolvem paralelamente e que têm várias vias transversais fazendo interligações constantes entre elas. Podemos chamar a primeira estrada de busca por conhecimento técnico estruturado. A segunda pode ser entendida como a experiência adquirida através de inúmeras aplicações práticas do conhecimento técnico. Experiência e conhecimento. Esse é o binômio.

Enquanto o conhecimento técnico possibilita “saber”, quando coloca você em contato com reflexões, modelos, teorias, hipóteses, pesquisas científicas e princípios norteadores, a experiência permitirá “saber fazer”, ou seja, colocar o conhecimento em ação sob a forma de capacidades. Um não elimina a necessidade do outro. Imagine um indivíduo que conhece profundamente o conteúdo do “Manual do Motorista”, mas… não sabe dirigir! Outra situação seria aquela pessoa que sabe dirigir, mas desconhece as regras mais elementares de trânsito. Sem dúvida, será literalmente, um desastre.

Para agregar mais valor à sua expertise, resta o último e altamente valorizado fator, chamado “saber conviver” que pode ser entendido como a capacidade de interagir com outras pessoas, aceitar as diferenças e, fundamentalmente, atuar em equipe.

E para concluir, uma anedota que ouvi recentemente para ilustrar a aplicação de nossas expertises.

Um padre está dirigindo para sua paróquia, quando vê na estrada uma freira conhecida.

Ele para e diz:

- Irmã, suba que eu a levo no convento.

A freira sobe, acomoda-se no banco do passageiro, cruza as pernas e o habito se abre, deixando à mostra um par coxas escultural. O padre quase não se contém, mas continua dirigindo. Numa troca de marcha, no entanto, ele acaba colocando a mão sobre a perna da freira, que lhe diz:

- Padre, lembre-se do Salmo 129.

O padre pede desculpas e continua dirigindo. E aquela pernoca ali, ao lado, deixando-o louco. Mais adiante, em outra troca de marcha, ele coloca a mão novamente sobre a perna da freira, que repete:

- Padre, lembre-se do Salmo 129.

O padre se desculpa, dizendo:

- Perdoa-me, irmã, mas você sabe que a carne é fraca.

Chegando ao convento, a freira desce. O padre logo chega à sua igreja e corre até a bíblia para ler o tal Salmo 129, e se depara com o que está escrito: “Segue buscando, que logo acima encontrarás a glória”.

Moral da História: ou você procura conhecer tudo o que sua profissão exige, ou vai perder as melhores oportunidades que a vida te oferece.


Vital Sousa
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