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Amarrando Cachorro com Linguiça



Centenas de quilômetros, cortando 4 Estados da Federação, separam a imagem ao lado: são dois extremos!


1 - Extremos da minha área de atuação como Consumidor / Consultor de Varejo;

2 - Extremos de descaso e falta de Fiscalização das autoridades Competentes e da falta de exigência/denúncia (concorrência desleal) dos estabelecimentos regularmente estabelecidos e dos Consumidores finais.

Imagens como estas, antes de serem extremas pela precariedade das condições de exposição e manuseio dos alimentos, são extremamente comuns nas periferias de grandes centros urbanos e nas Cidades do interior.

Dizem que é uma questão de "Cultura". Para mim é uma questão de Saúde Pública e por que não dizer um Caso de Polícia. Navegando no Twitter encontrei esta interessante nota de esclarecimento, sobre Merchandising, que estou colando abaixo para fazer preâmbulo a uma inquietante constatação sobre o tema. Vamos ler a nota e eu volto depois.

"Merchandising – Depende da cultura de cada lugar.

Muitos profissionais ainda têm dúvidas sobre o que quer dizer Merchandising. Segue uma boa definição:

“Merchandising é qualquer técnica, ação ou material promocional usado no ponto-de-venda que proporcione informação e melhor visibilidade a produtos, marcas ou serviços, com o propósito de motivar e influenciar as decisões de compra dos consumidores”

Uma área do Marketing que se responsabiliza pelo Merchandising é o Trade Marketing, onde as pessoas envolvidas têm muito trabalho com suporte na abertura de novos canais, elaboração de materiais para o  ponto de venda, eventos, e tudo mais.

Para trabalhar nessa área, um requisito que deverá ser exigido é que a pessoa tenha senso de estética, antes de ser um profissional se coloque no lugar do consumidor, esteja sempre atento ao varejo e visitar constantemente lojas que tenham a ver com sua área.

No entanto, cada país ou mesmo estado tem sua cultura e seu jeito de encarar isso! Nos EUA, o merchandising é levado muito a serio e como fator de decisão de compra.

No Brasil, essa prática está encaminhando e para isso os profissionais devem estar atentos às tendências do setor e do mercado, encantando o consumidor e o cliente com o aumento das vendas." Fonte: http://www.factumerchandising.com.br

Voltando, para tratar da questão inquietante:

Sempre que leio algo do gênero desta nota, com a qual concordo em parte, me remeto à minha infância, no tempo em que se amarrava cachorro com linguiça – dirão alguns. A constatação inquietante, a que me referi no início, é que a Cultura certamente interfere na forma de ver e trabalhar Merchandising, mas acredito, piamente, que devemos, em nome da Excelência no Atendimento ao Cliente, ir contra a Cultura estabelecida e recriar ou criar uma nova cultura, no que se refere à exposição de produtos, principalmente, perecíveis.

Retomando a expressão “amarrar cachorro com linguiça” para contextualizar a forma como, em nome da Cultura, são expostos produtos perecíveis – carnes e derivados – em feiras livres, açougues e frigoríficos de cidades do interior e nas periferias dos grandes centros urbanos. As imagens são calamitosas, um verdadeiro atentado à saúde publica. Mas nem por isso interfere no “merchandising” dos produtos que são vendidos livremente.

Isto nos remete a outro principio de exposição de produtos (merchandising) que diz: não há forma certa nem forma errada... a melhor forma é a que vende! Mas não devemos em nome da Cultura, negligenciar a qualidade e a sanidade do que se oferece aos clientes em qualquer parte do mundo e em qualquer tempo? 

Do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça ao tempo em que o cachorro será um amontoado de chips. A cultura deve ser preservada, desde que não seja prejudicial aos consumidores. A responsabilidade sobre isso recai sobre quem está expondo e vendendo o produto.

Vital Sousa
Consultor de Negócios
VTL Marketing

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